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Dermochelys coreacea

Tartarugas gigantes dão à costa no Algarve

O passado fim de semana foi marcante para a equipa Raalg.

Em dois dias respondemos a 4

RAAlg prepara nova temporada

Após um verão intenso a RAAlg encontra-se em fase de renovação e aquisição de novos materiais e

Golfinho-comum rebocado para a ilha da Culatra

Ontem ao final da tarde recebemos uma chamada do piquete da Polícia Marítima de Olhão a reportar a

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28/09/2021

Tartarugas gigantes dão à costa no Algarve

O passado fim de semana foi marcante para a equipa Raalg.

Em dois dias respondemos a 4 arrojamentos de tartarugas de couro, por várias praias algarvias.

A tartaruga de couro (Dermochelys coriacea) é a maior de todas a espécies de tartarugas marinhas, podendo atingir mais de 2 metros de comprimento e um peso acima dos 500 kilogramas. Estas tartarugas não apresentam uma verdadeira carapaça, mas sim uma pele grossa e rígida de cor negra e aspeto coriáceo, o que lhes confere o nome.

São animais solitários que vivem em águas abertas, mas que se aproximam da costa para se alimentarem ou reproduzirem. Embora não nidifiquem na costa portuguesa é frequente a sua passagem nas nossas águas, sendo a segunda espécie de tartaruga marinha que mais arroja em Portugal continental e estando classificada como uma espécie vulnerável.

Devido ao seu avançado estado de decomposição não foi possível detetar qualquer marca ou indício de captura acidental, embora esta seja uma das causas de morte mais comuns para esta espécie.

Gostaríamos de realçar, mais uma vez, a importância de todas as entidades que colaboram connosco, que nos facilitam as deslocações aos locais dos arrojamentos e nos ajudam no manuseamento dos animais no terreno, permitindo uma amostragem mais eficaz dos mesmos.

 

Remoção de uma das tartarugas de couro
Manobras de remoção de uma tartaruga de couro
Reboque de tartaruga de couro
Reboque de uma tartaruga de couro para fora da rebentação
Dermochelys coreacea
09/09/2021

RAAlg prepara nova temporada

Após um verão intenso a RAAlg encontra-se em fase de renovação e aquisição de novos materiais e equipamentos. Recebemos financiamento do Fundo Ambiental, um apoio do Ministério do Ambiente que financia entidades, atividades e projetos que visam contribuir para a conservação da natureza, o que nos permitiu equipar o laboratório e melhorar as condições de trabalho.

Dispomos agora de um veículo próprio que nos permite uma resposta mais célere e imediata aos alertas que nos são dados, bem como transportar todo o material necessário para uma correta execução do trabalho em campo. Para além disso, estamos mais autónomos no que respeita ao transporte de animais frescos para a sala de necropsia, com fim à realização de necropsias mais minuciosas e recolha de amostras para estudos futuros.

Adquirimos também uma lupa binocular que será um importante recurso para uma análise mais pormenorizada e rigorosa das amostras recolhidas, particularmente para nos apoiar em estudos de ecologia alimentar, para a identificação dos espécimes presentes nos conteúdos estomacais dos animais amostrados.

A recolha sistemática de informação acerca dos animais arrojados mortos é essencial para a determinação dos padrões de ocorrência e avaliação das causas de morte. Resta-nos, por isso, agradecer ao Fundo ambiental a oportunidade de podermos continuar a realizar o nosso trabalho de forma cada vez mais eficiente.

A Rede de Arrojamentos do Algarve está pronta para trabalhar em pleno e contínuo, com total capacidade de resposta e apta a realizar uma monitorização e amostragem totalmente conscientes e rigorosas.

Lupa binocular labLupa binocular otólitos

16/08/2021

Golfinho-comum rebocado para a ilha da Culatra

Ontem ao final da tarde recebemos uma chamada do piquete da Polícia Marítima de Olhão a reportar a morte de um golfinho-comum que se encontrava na ilha da Culatra (ria), próximo da barra.

Ouvimos relatos de um possível abalroamento do animal por um jet sky e posterior reboque do mesmo para o local onde se encontrava e sem demora tentámos perceber, de forma imparcial, o que poderia ter acontecido.

Soubemos, de fonte segura, que o animal foi rebocado pelo jet sky por se encontrar à deriva, morto, podendo constituir um perigo para a navegação e que as autoridades competentes foram de imediato avisadas.

Apesar de não descartarmos esta possibilidade, dado o intenso tráfego que existe por esta altura na nossa costa e igualmente na Ria Formosa e sabendo que os golfinhos-comuns são uma espécie bastante social e curiosa, a necropsia apontou para uma morte traumática mas sem revelar qualquer indício de abalroamento.

Resta-nos apelar ao bom-senso, tanto dos turistas como dos residentes no Algarve que estão de férias. O objetivo é comum a todos, mas devemos parar para pensar que estamos sobrexplorar o habitat de muitos seres vivos que acabam por mudar os seus comportamentos em função dos nossos!

Agradecemos mais uma vez à Autoridade Marítima Nacional, neste caso específico à Polícia Marítima de Olhão, por nos ter facultado a deslocação à ilha e pela colaboração no terreno.

Golfinho-comum